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“Este é o núcleo
essencial do ensinamento que
meu venerado predecessor
Paulo VI dirigiu aos
cônjuges, e que o Servo de
Deus João Paulo II reafirmou
em muitas ocasiões,
iluminando seu fundamento
moral e antropológico”,
comenta o Papa.
“A esta luz, os
filhos já não são o objetivo
de um projeto humano, mas
reconhecidos como um
autêntico dom a ser
acolhido, com atitude de
generosidade responsável
diante de Deus, fonte
primeira da vida humana.”
“Este grande ‘sim’
à beleza do amor comporta
certamente a gratidão, tanto
dos pais ao receber o dom de
um filho, como do próprio
filho ao saber que sua vida
tem origem em um amor tão
grande e acolhedor”,
explica.
Por outro lado, o
Papa recorda que o recurso
aos métodos naturais permite
ao casal “administrar tudo
que o Criador sabiamente
inscreveu na natureza
humana, sem perturbar o
significado íntegro da
doação sexual”.
A respeito disso,
o Papa pergunta “como é
possível que hoje o mundo, e
também muitos fiéis,
encontrem tanta dificuldade
em compreender a mensagem da
Igreja, que ilustra e
defende a beleza do amor
conjugal em sua manifestação
natural?”.
“A solução
técnica, também nas grandes
questões humanas, parece ser
com freqüência a mais fácil,
mas na realidade esconde a
questão de fundo, que se
refere ao sentido da
sexualidade humana e à
necessidade de um domínio
responsável, para que seu
exercício possa chegar a ser
expressão de amor pessoal”,
afirma.
“A técnica não
pode substituir o
amadurecimento da liberdade,
quando está em jogo o amor.”
Neste sentido, o
Papa explica que a Igreja
defende o recurso aos
métodos naturais de
planejamento familiar como
mais conformes com a
dignidade humana, pois
requerem “uma maturidade no
amor, que não é imediata,
mas que precisa de um
diálogo e de uma escuta
recíprocas e um singular
domínio do impulso sexual em
um caminho de crescimento na
virtude”.
“Só os olhos do
coração chegam a captar as
exigências próprias de um
grande amor, capaz de
abraçar a totalidade do ser
humano”, acrescenta o
pontífice.
Dirige-se também
aos responsáveis da pastoral
matrimonial e familiar e
lhes pede que saibam
“orientar os casais a
atenderem com o coração o
projeto maravilhoso que Deus
inscreveu no corpo humano,
ajudando-os a acolher tudo o
que comporta um autêntico
caminho de amadurecimento”.
O Papa agradece e
alenta, por último, as
pesquisas que se estão
levando a cabo sobre os
ritmos naturais da
fertilidade e sobre a forma
de combater naturalmente a
esterilidade, realizadas na
Universidade Católica do
“Sacro Cuore”, através do
Instituto Internacional (ISI)
Paulo VI.
“Os homens de
ciência devem ser animados a
prosseguir em suas
pesquisas, com o fim de
prever as causas da
esterilidade e poder
remediá-las, de modo que os
casais estéreis possam
chegar a procriar no
respeito de sua dignidade
pessoal e a do nasciturus”,
conclui. |