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Um
conselho internacional renovado pelo
voto
Os
400 delegados da comunidade
Emanuel – representando seus
8000 membros espalhados em
diferentes províncias e
países por meio do mundo –
estiveram reunidos em Paris
para eleger 17 membros do
conselho internacional. Esta
eleição aconteceu na
presença do cardeal André
Vingt-Trois arcebispo de
Paris e assistente
eclesiástico da comunidade
Emanuel. Este novo conselho
é que elegeu Laurent Landete,
o novo moderador.
Clique
aqui e conheça o conselho da
Comunidade Emanuel!
Laurente
Landete foi confirmado como
moderador da Comunidade
Emanuel pela Santa Sé, dia
14 de julho, festa de São
Camilo de Lellis.
Lire la lettre de
confirmation du Saint Siège
de l'élection du modérateur
–
( ler a carta de confirmação
da Santa Sé à eleição do
moderador ( em francês).
A comunidade Emanuel, em
algumas palavras
A
comunidade Emanuel nasceu em
Paris em 1972 no seio da
renovação carismática da
Igreja Católica, fruto do
Concilio Vaticano II. Hoje
conta com mais de 8.000
membros, a comunidade está
presente em 57 países.
Todos os estados de vidas
estão presentes: família,
solteiros, padres (223),
seminaristas (100), leigos
consagrados no celibato (25
irmãos e 170 irmãs). Juntos,
na complementaridade dos
estados de vida, eles se
esforçam para responder ao
apelo de Deus: servir e
anunciar o Cristo no mundo
contemporâneo.
Adoração, compaixão,
evangelização
O
carisma de fundação da
comunidade possui uma
comunhão profunda entre o
sacerdócio comum (dos
leigos) e o sacerdócio
ministerial (dos padres).
Ambos possuem uma mesma vida
espiritual marcada pela
adoração eucarística,
adoração de Deus “Emanuel”,
isto é, “Deus conosco”. Da
adoração nasce a compaixão,
que por sua vez é a fonte do
desejo de evangelizar, de
anunciar ao mundo inteiro a
Boa Nova da salvação.
A Comunidade Emanuel foi
erigida Associação Pública
Internacional de fiéis
Notas complementares
explicativas
Para
compreender mais
profundamente os conceitos
“público” e “privado”
aplicados às pessoas
jurídicas dentro da Igreja é
importante não raciocinar
por analogia com o direito
estatal francês, mas
referir-se a natureza
teológica da Igreja.
Uma
pessoa (jurídica) deve ser
considerada como de direito
público quando a autoridade
eclesiástica reconhece que
ela age em nome da Igreja em
vista do bem da Igreja (o
bem público, o bem comum),
ou seja, para os fins aos
quais são próprios da Igreja
ela mesma. (Cannon 116 e
301).
Uma
pessoa (jurídica) será
considerada como privada se
sua missão é mais
diretamente orientada ao bem
dos fiéis de Cristo que são
seus membros. Evidentemente,
este bem dos fiéis são
também um bem para a Igreja
ela mesma. Isso não é
contraditório.
A Comunidade Emmanuel é uma
comunidade de fiéis do
Cristo que se reúnem em
vista de uma vida
contemplativa e apostólica e
é daí que sua missão
corresponde ao objetivo
apostólico geral da Igreja (expressis
verbis dans ses statuts).
Além disso, o carisma da
fundação de nossa comunidade
tem certamente esta comunhão
profunda entre o sacerdócio
comum e o sacerdócio
ministerial, numa mesma vida
espiritual marcada pela
adoração na qual nasce a
compaixão, ela mesma fonte
do desejo de evangelizar.
As
missões assumidas pela
comunidade Emanuel e
confiada pela Igreja implica
no ensinamento da doutrina
cristã em nome da Igreja, a
promoção do culto público, o
exercício do ministério
ordenado e o nascimento de
uma nova forma de vida
consagrada. Por natureza,
todas estas missões são
públicas, elas não são
feitas para o bem
particular dos membros de
sua associação, mas para o
bem comum da Igreja.
Em
conclusão é necessário
sublinhar que não cabe aos
fiéis da Igreja do Cristo
decidir se suas comunidades
são públicas ou privadas,
mas apenas ao governo da
Igreja, ou seja, a Santa Sé,
que é a única a autenticar o
caráter público ou privado
de uma realidade eclesial e
decidir se convém erigir uma
associação em associação
pública de fiéis de Cristo.
Jean-Marc Bahans, canoniste
Membro da Comunidade Emanuel |